Apresentação

A ideia para criar este blog surgiu no âmbito do tema da nossa Área de Projecto, que relaciona a saúde e os avanços da ciência e da tecnologia nos nossos dias com o quotidiano.

Escolhemos o tema da auto-imunidade porque está inserido no fascinante capítulo do livro de Biologia doptado pela escola, "Imunidade e Controlo de Doenças", e também pois a pesquisa será muito importante para a nossa vida profissional futura.

Neste blog postaremos inúmeras doenças auto-imunes, e esperamos que estas informações sejam úteis aos leitores.

terça-feira, 20 de maio de 2008

SÍNDROMAS PARANEOPLÁSTICOS

Apesar de serem mais comuns no sistema nervoso, os Síndromas Paraneoplásticos também se podem desenvolver nos rins, nas articulações, na pele e mesmo no plasma. Estes síndromas surgem em pacientes que tenham desenvolvido algum tipo de cancro, e são causados pelo conflito entre os linfócitos T e os anticorpos sensibilizados para com as células cancerosas e entre outros que inexplicavelmente além de atacarem estas, atacam as células saudáveis do cérebro e do sistema nervoso. Em casos raros, estes síndromas também surgem por acção de hormonas ou químicos, segregados pelo tumor cancerígeno.

Os sintomas surgem maioritariamente antes do diagnóstico de cancro e desenvolvem-se rapidamente. Dependendo do tipo de síndroma, costumam traduzir-se por dificuldades em andar, manter o equilíbrio ou em engolir; perda de massa muscular e de coordenação motora; discurso confuso e imperceptível; perdas de memória; problemas de visão e de sono; demência; convulsões; parestesia (formigueiro); tonturas.
No seguimento destes sintomas, podem surgir complicações que conduzem a situações mais graves como degeneração cerebral, encefalomite, síndroma miastênica de Lambert-Eaton, encefalite límbica, miastenia grave, neuromiotonia, neuropatia, Opsoclonus-Myoclonus Syndrome ou Stiff-man syndrome.
Após a suspeita, pelo médico, de que o paciente tem um síndroma paraneoplástico, o que é raro, é recomendado para confirmação do diagnóstico que se realizem, entre outros:
- Análises ao plasma (para detectar a presença de anticorpos);
- Punção lombar (para detectar a presença de anticorpos no líquido cefalorraquidiano, muitas vezes ausentes no plasma);
- Testes radiológicos (CT, MRI ou PET - detectando o tumor);
- Electromiografias (EMG – estuda a actividade bioeléctrica entre os músculos, permitindo concluir a que nível é o problema, se ao nível muscular se nervoso);
- Eletroencefalografias (EEG – estuda a actividade eléctrica do cérebro, detectando anormalidades ao nível do mesmo).
A terapêutica envolvida visa o tratamento do cancro e a moderação da resposta imunitária anormal. Inclui em certos casos fisioterapia, quimioterapia, radioterapia ou cirurgia; medicação imunossupressora (corticosteróides, ciclofosfamida (Cytoxan) ou tacrolimos (Prograf); Plasmapheresis (limpeza do plasma do indivíduo); injecção de Ig (com anticorpos saudáveis que bloquearão a acção dos problemáticos).

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