Apresentação

A ideia para criar este blog surgiu no âmbito do tema da nossa Área de Projecto, que relaciona a saúde e os avanços da ciência e da tecnologia nos nossos dias com o quotidiano.

Escolhemos o tema da auto-imunidade porque está inserido no fascinante capítulo do livro de Biologia doptado pela escola, "Imunidade e Controlo de Doenças", e também pois a pesquisa será muito importante para a nossa vida profissional futura.

Neste blog postaremos inúmeras doenças auto-imunes, e esperamos que estas informações sejam úteis aos leitores.

terça-feira, 20 de maio de 2008

SÍNDROMAS POLIGLANDULARES

Os síndromas poliglandulares autoimunes constituem um grupo de doenças em que as glândulas endócrinas (hipófise, tiróide, paratiróide, supra renais, …) produzem níveis anormais de hormonas, como consequência de desrregulações ao nível do sistema imunitário, pelas quais os linfócitos T e os anticorpos atacam o sistema endócrino do indivíduo. O diagnóstico depende do síndroma mas baseia-se essencialmente na detenção de níveis anormais das hormonas, por análises sanguíneas. Não existe cura para estes, porém a terapêutica com supressores do sistema imunitário e com terapias hormonais pode acalmar o estado da doença. Podem dividir-se em três tipos:
- Tipo I: frequentes em crianças, traduzem-se redução da actividade das glândulas paratiróides ou das supra-renais. Alguns dos mais conhecidos são o hipoparatiroidismo, a candidiase e a doença de Addison (ver índice);
- Tipo II: frequentes em mulheres na casa dos 30, também demonstram alterações na produção de hormonas ao nível das supra-renais (redução) e da tiróide (redução ou aumento). Exemplo disso é o síndroma de Schmidt e os diabetes tipo 1 (consultar índice);
- Tipo III: variantes do tipo II, de que também são exemplo os diabetes, insuficiência renal, menopausa precoce, anemia perniciosa, vitiligo, doença celíaca e miastenia grave.
Pensa-se que uma das causa destes síndromas esteja relacionada com o cromossoma 21q22.3., denominado AIRE (regulador autoimuneauto-imune), sendo que pode ser transmitido, mutante, às gerações seguintes.
Apesar de raros, estes são mais frequentemente detectados na Finlândia, na Pérsia e na Sardenha.

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